Revista The Economist dá nota positiva a economia cabo-verdiana para 2011

 

Inforpress 06-04-2011

Cidade da Praia, 06 Abr (Inforpress) - Um relatório elaborado por um grupo de peritos da revista The Economist, uma das mais prestigiadas publicações económicas a nível mundial, divulgado no início deste mês, faz uma avaliação positiva da economia de Cabo Verde para 2011.


De acordo com a Rádio de Cabo Verde (RCV), o último relatório preparado pela Intelegent Unit da revista The Econimist considera que, apesar dos riscos externos, Cabo Verde será o país mais estável da África.

O segundo relatório elaborado por esta revista económica e publicado este ano sobre Cabo Verde observa que devido a conjuntura internacional, o preço da matéria-prima vai aumentar, mas “não vai minar a estabilidade económica do país”.

De acordo com os dados tornados públicos, os “preços praticados ao consumidor vão também sofrer aumento, passando de 5,5 por cento do PIB para 6,5 por cento”.

O documento indica, ainda, que vai haver uma ligeira diminuição do investimento público, mas que as infra-estruturas e o turismo são os sectores onde vão haver mais investimentos.

O relatório sublinha que o turismo vai continuar a ser o sector estratégico para a economia cabo-verdiana, perspectivando que a procura do produto Cabo Verde vai continuar a aumentar no mercado internacional.

Em 2010, Cabo Verde recebeu 382 mil turistas, um aumento de 15,6 por cento em relação aos anos anteriores, estando previstas mais visitas em 2011 e com estadas mais prolongadas.

Conforme a RCV, o grupo de peritos que analisou Cabo Verde afirma que o défice vai baixar de 8,2 por cento do PIB em 2011, para 6,5 em 2012, sendo também que a inflação vai aumentar um por cento.

O relatório preparado pela The Economist faz também referência a um outro documento do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O documento faz uma avaliação positiva do país, sustentada pela redução de pobreza em 2009, referindo-se à boa governação, forte crescimento do PIB real e uma boa execução orçamental.

No entanto, o FMI, sem avançar com os dados em relação a 2011, sustenta que o desemprego “manteve-se persistentemente elevado”, tendo descido de 21, 7 por cento em 2007 para 17,8 em 2009.

Em forma de conclusão, o The Economist faz uma leitura dos acordos rubricados com a União Europeia, o principal parceiro económico do deste arquipélago, dando ênfase a um acordo no sector das pescas que Cabo Verde rubricou com a União Europeia a 22 de Dezembro de 2010.

Trata-se de um novo acordo com validade para três anos e que entrará em vigor a 1 de Setembro, sendo que com este acerto, os pesqueiros com a bandeira da União Europeia poderão capturar nas águas de Cabo Verde até cinco mil toneladas de pescado por ano. Em contra partida, Cabo Verde receberá anualmente 435 mil euros, três por cento a mais do que o ano anterior.

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